sexta-feira, 16 de setembro de 2011

264. CARLOS LANÇA

CARLOS LANÇA (Lisboa, 1937) iniciou a sua actividade em Lisboa em 1960, mas reside e tem o seu atelier no Porto desde 1976. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em 1966-67 (Lisboa e Paris) e da Hofstra University em 1969-70 (New York).

Com participação em dezenas de exposições, as suas obras foram apresentadas em Portugal e no estrangeiro (Espanha, Itália, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Angola, Brasil, China e E.V.A.), contando-se ainda mais de 200 participações em colectivas na Europa, África, continente americano e Ásia.

É autor de diversos projectos destinados ao espaço público, designadamente de arquitectura monumental, design pedonal, mobiliário urbano, pintura mural, painéis cerâmicos, etc., em Portugal e no estrangeiro.

Possui uma vasta e significativa bibliografia passiva onde se assinalam importantes textos analíticos sobre a sua obra, assinados por autores nacionais e estrangeiros, publicados em destacadas revistas da especialidade quer em Portugal quer além-fronteiras, mas também na imprensa portuguesa e estrangeira, com relevância especial para diversos livros editados em Portugal e dedicados ao seu trabalho, de vários autores.

Na sua bibliografia activa, destaque para "Arte Portugues Contemporáneo" (Publicaciones ARBOR/Madrid -1970), "Descodificações" (Editores Associados/Porto - 1984) e "O Espaço e o Tempo - Registos e Ensaios" (Edição Galeria Sacramento/Aveiro-2004), para além de muitos outros textos sobre arte, publicados em páginas culturais da imprensa, revistas especializadas e catálogos para exposições de outros autores.

Está representado em colecções de Estado, fundações e outras colecções institucionais e privadas em numerosos países europeus, e ainda nos seguintes museus em Portugal:
Museu Nacional de Soares dos Reis, Museu Nacional de Angra do Heroísmo, Museu Tavares Proença Júnior / Castelo Branco, Museu de Ovar, Museu de Mirandela, Museu de Évora, Museu de Souza Cardoso / Amarante, Museu de Chaves, Museu de Setúbal, Museu Infante D. Henrique / Faro, Museu de Lamego, Museu do Desenho / Estremoz, Museu de Arte Contemporânea Diogo Gonçalves / Portimão, Museu de Grão Vasco / Viseu, Museu Municipal de Loures, Museu Municipal de Estremoz, Museu de Porto-de-Mós, Museu Municipal de Santa Maria da Feira e Museu da Cidade / Lisboa.

Está também representado em museus estrangeiros: Museu de Rabat, Museu de Luanda, Museu de Maputo, Museu Luís de Camões / Macau, Museu de Arte Moderna de Pego / Alicante, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu de Brasília, Museu Riopardense / São Paulo, Museu de Arte de Fortaleza, Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Museu de Arte de Belo Horizonte, Museu do Ceará, Museu de Arte Moderna de Niterói, Museu de Arte de Belém, Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio e Museu de Arte Moderna de Nova Deli.

Foram-lhe atribuídos diversos prémios e outras distinções (Portugal, Espanha, Itália, Brasil e EUA). É membro honorário de várias instituições artísticas e culturais em Espanha, Itália e Brasil e Presidente do Conselho de Direcção Nacional da ANAP (Associação Nacional dos Artistas Plásticos), do Comité Nacional para a AIAP / UNESCO e do Comité Luso-Galaico para a cultura.

263. NEVES E SOUSA

Aguarela

Poeta e pintor português, Albano Silvino Gama de Carvalho das Neves e Sousa nasceu em 1921, em Matosinhos, e faleceu em 1995, em São Salvador da Baía, no Brasil.
Desde muito cedo foi viver para Angola e, depois de 1975, para o Brasil. Cursou pintura na Escola Superior de Belas-Artes, no Porto, vindo a pintar temáticas africanas e temáticas locais angolanas. Visitou vários países como Cabo verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Publicou livros de poesia, como Motivos Angolanos (1946), Mahamba. Poesias 1943-1949 (1949), Muênho (1968), entre outros, e está incluído em algumas antologias, tal como Antologia Poética Angolana (1963), Presença do Arquipélago de S. Tomé e Príncipe na Moderna Cultura Portuguesa (1968) e Angolana (1974).
Recebeu, em 1963, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo Governo de Portugal, em 1970, a Honorary Mention - International Design Exhibition, em Rijeka (Jugoslávia), em 1974, em Naples, na Itália, a medalha de ouro de Designers da Academia Ponzen e, em 1993, de novo pelo Governo português, a Comenda da Ordem de Mérito.
Algumas das obras picturais do "pintor angolano", como é conhecido, podem ser vistas em várias exposições e no Hospital Português da Bahia (Brasil).

262. JUAN CIDRÁS

Técnica Mista
105x105 cm

Falces. Navarra, 1950-1992

INDIVIDUALES (Selección)
1992 Galería Loios, Oporto
1993 Galería VDV, Milán
Galería Xeito, Madrid
1994 Palacete Dos Mendoza, Pontevedra
Galería Loios, Portugal
1995 Galería Volter, Orense
2001 “Plástico Apretado”, Galería Sagardelos, Santiago Compostela

EXPOSICIONES COLECTIVAS (Selección)
1990 Galería Millares, Madrid
1991 “Memoria dunha década”, Bienal de Arte de Pontevedra
1994 IV Mostra Unión Fenosa, A Coruña
1996 VI Interbienais Vilanova de Cerveira, Portugal
1998 AAF’98 Ljubljana, Eslovenia
Art Múltiple’98, Düsseldorf
Art-Jonction, Cannes
2000 Generación 2000, Caja Madrid. Itinerante
Real Jardín Botánico, Madrid
Sala de Exposiciones de Caja Madrid, Barcelona
Sala Municipal de Exposiciones Museo de La Pasión.Valladolid
Casa de La Provincia, Sevilla
Centro Cultural La Beneficencia, Valencia
2001 Premio de Arte Emergente Estación Marítima, A Coruña
VII Mostra Unión Fenosa, A Coruña
XVII Premio de Pintura L’Oréal, Centro Conde Duque, Madrid

-º-º-º-º-º-º-º-
Movimiento Androx
ANDROX, griego de origen, es la invitación, no al vals, no al delirio, no a los astros viajeros; es la invitación a todo, la emancipación de todo, el libre albedrío de todo, con tal de que nos diga algo plasticamente viable, o discutible, o pensante, o que haga pensar, o fruncir el ceño ... " El ceño serenar de faz severa".
Este grupo, o mejor Antigrupo, ya que cada uno campa a su repetuosidad, se compone de SIETE plásticos, escultores y pintores, portugués uno, los demas recreados en nuestro Noroeste. Allí todos son todos y cada cual. Les une la misma llama, el mismo fósforo, la misma fatalidad, el mismo anillamiento al ensueño, la misma pasión estelar. Pero la expresión esterna, la piel y la entraña de su quehacer son otros, son de cada uno y no cabe confundirlos ni en cuanto a nombre ni en cuanto a realización.
Podría unirlos el hecho de haber nacido en su siglo y comulgar en cuanto este significa de rebelde, de insólito, de "misterioso". Yo diría que les une la pasión del "mixterio", de la letra X. Es decir, del todo y de la nada. Del glorioso absurdo.

De la angélilca nada. De todos los imposibles que el arte de hoy quiere hacer posible.
No hay influencias ajenas. Hay coincidencias en el tiempo en el espacio.
Podría hablarse de Chirico, de Dalí, de Pollock, de Henry moore, de Tanguy, de otros. Pero interesa más en estos francotiradores, lo que ponen de si-mismo, la apuesta que ponen en juego "El cero contra el Alma" que lo pudieran evocar de los demás.

Escultor ANDRADE: Entre Isla de Páscua y los hititas. ALVAREZ DOMINGUEZ; Entre las musas Inquietantes y cierto heroismo renacentista a lo piero de la Francesca. VICTOR BARROS: Espectros de seres y de objetos, palacio y desván. CIDRAS: "Me sirve de modelo tu trabajo, las cosas mas pequeñas, tu figura, préstamelas". Ejemplo de modestia y delicadeza. LAREO: Las Talópidas, Invocaciones horadadas, campeantes, motorizadas. FINO LORENZO: Su majestad la acuarela. Su obra parece ser de las más prometedoras pero con un Don para la transparencia y la pulsación justa que hace de estos veintiseis años de pontevedrés una realidad sugestiva. ROSA QUICLER: Diversa, imaginativa, e imaginaria, sembrada de horror y de nieve, de monstruos, de estalactitas, de edenes, de inocencia, de intuiciones lumínicas de llamas, carnavales y demonios, está tan lejos de Goya como de Pollock, mentiras vestidas con flores de cieno, ríen su risa de búhos, ahogando los gritos del miedo, "dicho con palabras de la pintora".
D. Ramón Faraldo

sábado, 27 de agosto de 2011

261. MARIA VAZ



S/ Título
Acrílico s/ tela
60X90 cm
S/Título
Acrílico s/ tela
60X70 cm

Maria Vaz nasceu em Lamego. Vive e trabalha no Porto.
Expõe regularmente desde 2002, de onde se destacam as seguintes exposições:

2011 - Teatro Ribeiro Conceição, Lamego
2011- Velha-a-Branca, Braga
2010 - Santiago de Compostela
2010 - Padrón (Espanha)
2010 - Casa da Cultura, Caldas de Reis (Espanha)
2010 – Participação na I Bienal de Artes Plásticas de Penedono
2010 - Museo Torres, Marín (Espanha)
2010 - Casa da Cultura Manuel Lueiro, O Grove (Espanha)
2010 - Liceo Casino, Pontevedra (Espanha)
2010 - Centro Cultural São Mamede, Guimarães
2010 - Exposição Internacional ‘Ano Xacobeo’. Itinerante por Portugal e Espanha
2010 - Museu de Valença, Valença
2010 - Galeria Queiroza, Arcos de Valdevez
2010 - Galeria da Torre, Ponte de Lima
2009 - Galeria Utopia, Porto
2009 - Clube, Lamego
2008 - Galeria Península, Porto
2006 - Casa da Cultura, Porto
2005 - Casa da Cultura de Paranhos

260. Kim Berlusa

Técnica Mista
35x45 cm
"Raízes do Pântano"
Técnica Mista
16x26 cm
"Raízes de Sangue"
Técnica Mista
17x25 cm
Técnica Mista
17x25 cm

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

159. Bem-Aventurado Jorge

Bem – Aventurado Jorge não foi o nome que recebeu na Pia Baptismal.
Bem arrumado numa grande empresa internacional sediada em França, a certa altura teve um rebate interior que o fez mudar de vida. Desde Saulo de Tarso na Estrada de Damasco que estes rebates da alma deixaram de ser originais. Mas o facto de este artista plástico trocar a sua vida bem organizada em França pela aventura de cavaleiro andante das artes e ainda por cima se achar bem aventurado pelos deuses, não pode deixar de causar admiração, sobretudo a quem teima em prosseguir caminhos invocacionados, travado por comodismos, preconceitos ou falta de coragem.
Este auto rebaptizado Bem – Aventurado, veio para Portugal e, nas cercanias de Arganil, espalhou o seu talento por recuperações de velhas obras de arte em monumentos públicos, vindo a fixar-se no Piódão, numa casa onde, após a sua morte, foi instalado o museu da terra.
A sua pintura de cores alegres tem uma leitura agradável. Os motivos dos seus quadros, de génese naif, têm origem em crenças, inspiradas nos contos e lendas que povoam as mentes populares desde tempos imemoriais.
Expôs por grande parte do país, tendo exposto individualmente nesta casa, poucos anos antes de falecer.

258. Hernâni Fernandes


"Para além do Bojador"
Acrílico s/tela
100x150cm
"Mulher do tempo"
Acrílico s/tela
120x80cm

Nasceu no Porto em 1949.
Vive e trabalha em Vila do Conde e no Porto.
Frequenta os ateliers de desenho e pintura sob orientação de Domingos Loureiro e as Oficinas Livres da Cooperativa Árvore com  Carlos dos Reis e Cristina Guise, para além de atelier de pintura com Catarina  Machado.
Participou em diversos eventos e exposições, destacando-se as seguintes mostras:
2009 _Galeria Utopia, Porto
2009_Galeria do Inatel, Porto
2009_Galeria Magestic, Porto
2010_Galeria Queiroza, Arcos de Valdevez
2010_ Galeria da Torre, Ponte de Lima
2010_Museu Arqueológico, Valença
2010_Centro de Exposiciones de Tuy, Espanha
2010_ Galeria Municipal de Castillo de Soto Mayor, Espanha
2010_Exposição Anual BPI, Porto
2010_Centro de Exposições, Santiago de Compostela, Espanha
2010_Galeria Utopia, Porto
2011­­­­_Estaleiro Cultural Velha a Branca, Braga
2011_Galeria Utopia, Porto
2011_ Cooperativa Árvore, Porto
2011_ Galeria Municipal da Covilhã (org. da Coop. Árvore)
2011_Museu D.Diogo de Sousa, Braga

sexta-feira, 29 de julho de 2011

257. Isabel Galéry


Isabel Galéry
Belo Horizonte – MG, 1968
Vive e trabalha em Nova Lima -  MG
www.Isabelgalery.art.br

Formação Acadêmica
2010 -Pós-graduaçào “Latu-sensu” em “Arte Contemporânea – Reflxão e crítica”. PUC Minas.
2001 -Pós-graduação “Latu-sensu” em “Pesquisa e Ensino no Campo das Artes Plásticas” - Escola Guignard, UEMG.
1994 -Pós-graduação “Latu-sensu” em Arte-terapia no Centro de Estudos Avançados em Psicologia (CICLO-CEAP).
1995 - Bacharelado em Pintura: Escola de Belas - Artes Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
1991 - Bacharelado em Desenho: Escola de Belas-artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Exposições Individuais e Premiações
2011 – “Do Som ao  Signo – Visão Contemporânea do Brasil Colonial” Galeria Irthus. Sutri, Viterbo, Itália.
2011 – “Do Som ao Signo” no Centro Cultural da UFSJ, São João Del Rei, MG. Curadoria Nathalia Lansen.
2010 – Menção Honrosa, VIIe Édition du Salon de L'Art Accessible du Carrousel du Louvre, Paris, França.
1996 – Galeria de Arte Parthenon. Belo Horizonte (BH), MG.
1995 – Espaço Cultural do Banco do Brasil, Praça ABC. BH, MG.
1994 – Galeria de Arte do L’Ápogée Club Privé,. BH, MG.
1994 – Projeto Ágora. BH, MG.
1993 – Espaço Cultural Nansen Araújo (SESIMINAS). BH, MG
1992 – Exposição individual no Espaço Henfil – Câmara Municipal de Belo Horizonte. BH, MG
1990 – Prêmio van Damme na IV Intregrarte . BH/MG.

Principais Exposições Coletivas
2011 – Projeto Arte Postal “Eu amo a cultura Brasileira” - III Bienal Internacional de Bruxelas.
2010 – Painel “Faces de BH”, no Museu Histórico Abílio Barreto. Exposição semi-permanente. BH, MG
2010 – VI Salão de Artes Plásticas de Suzano. Suzano, SP
2009 – Galeria da OAP – UFMG. BH, MG
1996 – Galeria da Caixa Econômica Federal. BH, MG.
1996 –Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães - Biblioteca Pública Estadual. BH, MG.
1993 – SESC - Paraíso: Obras em acervo. São Paulo, SP.
1993 – IV Bienal de Santos. Santos, SP.
1990 –Salão Vitrine do Minas II. BH, MG.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

256. DAVIDE FERRAZ

"Azul"
Acrílico s/tela
120x130 cm

Nome Próprio:  Mota Davide 
Nasceu em 1983 em Amarante, Portugal.

2000- Participação na exposição colectiva dos alunos do curso de
artes do secundário, nos claustros de Amarante, premiado com
uma menção honrosa com o trabalho “cidade”
2003-Participaçao no 4 prémio Amadeo de Souza Cardoso
2004-Participaçao na exposição colectiva de desenho do curso de
arquitectura na ESAP
2011-participaçao e Finalista do prémio Cármen Miranda, com o
trabalho “Azul”

sexta-feira, 22 de julho de 2011

255. MARIA MANUELA CLÉRIGO


 "Marina"
Óleo s/tela
"Saída para a faina"
Óleo s/tela

Maria Manuela Mesquita e Melo Gomes Clérigo
Nasceu em Janeiro de 1954 em Coimbra, onde reside.
Educadora de infância, sempre gostou e mostrou interesse pela Arte nas suas diversas manifestações.
Frequentou de 1996 a 1998 o “Atelier Virgínia Santos”, em pintura de porcelana inserido na Arte do 3º fogo. Participou numa exposição colectiva, pintando ao vivo.
Iniciou-se na pintura a óleo no ano de 2002 enquanto autodidacta, sendo desde 2005, acompanhada pelo Mestre Vitor Matias.
Integrando o grupo “Pintoras de Coimbra” participou em três exposições colectivas.
Está representada em algumas colecções particulares.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

254. Lena Macedo

Lena Rodrigues é o talento em toda a sua desmedida.
Como tantas mulheres da sua idade, - casadas e mães -, face a sua arte, ela hesita entre uma explosão solar radiosa e uma existência quotidiana circunstancial.
Oriunda de uma família do norte de Portugal, de artistas e intelectuais, Lena Rodrigues, Macedo de nascimento nunca fez nada como os outros…: Da sua infância vivida em toda a liberdade, povoada de lendas, de rostos amados, de odores de madeira, de papel, de pintura e de cera… à difícil aprendizagem da idade adulta, desencantada, ver por vezes dolorosa… passando por uma adolescência de “ pombo viajante”, de ideais, de visões estéticas e – desde já -, olhares doce-amargos varridos ao sabor de ventos dantescos… ela espanta os seus semelhantes e transcende – palpitante -, a matéria consoante os seus humores, as suas fantasias, as suas cores…
Hoje, tal uma eterna desenraizada, intimamente ligada a um Passado de luzes e sombras, de árvores seculares e seres pensadores (…), ela observa e interroga – através da sua obra criadora – os seus contemporâneos sobre o futuro do mundo tal como ele é…
Pintora da memória, são as nossas lembranças e a nossa esperança que afluem à ponta dos seus pincéis!
Embalada de ontem para amanhã, a criança – dentro dela – sobrevive e dá, creio, a sua verdadeira razão de ser a Mulher-Artista.
Torturada por um questionário interior que não lhe dá tréguas - ou quase -, Lena Rodrigues ingenuamente insiste a pôr em evidência pictural esta abissal introspecção da alma humana.
Amante dos claro-escuros onde se sente nascer uma angústia latente e paroxismal emoção, Lena Rodrigues mistura com particular harmonia Surrealismo e Figurativo.
Tudo na pintura e na obra em geral desta artista tem a marca de uma expressa singularidade.
Para lá da representação artística, há o eco perpétuo de um coração que bate - a se romper - apaixonadamente.
Pintora do inato, dos sentidos, do não dito, das fragrâncias, do escondido… Lena Rodrigues é um ser de recordações e “d’avant-garde”…
Nathalie Lescop-Boeswillwald
                                                                                                            Présidente fondatrice des Amis de Thalie,
                                                                                                            Doctorada em Historia de Art,
                                                                                                            Critico e Poeta
"Raiva"
Acrílico s/ tela
80x50 cm
"Refúgio"
Acrílico s/ tela
50x40 cm

terça-feira, 19 de julho de 2011

253. VITOR ZAPA

VITOR ZAPA

Vitor Zapa, nasceu em Angola-Luanda, em 1958.
Fez o 6º ano de escolaridade em Angola, mostrando sempre tendência para o desenho e trabalhos manuais.
Em 1974 dá-se a revolução de 25 de Abril, e vem para Lisboa com 15 anos de idade.
Opta por não seguir os estudos e começa a trabalhar a servir caracóis e imperiais num típico estabelecimento da grande Lisboa… e desenhando em todos os papeis sempre que surge um momento…
Em 1982 compra material de pintura pela primeira vez e entre nesse mundo. Avençou da aguarela que pintava na escola para a primavera a pastel… de seguida veio a pintura a óleo, e por fim, foi ao acrílico que se rendeu… E não mais parou… até aos dias de hoje em que tem 52 anos de idade…
Sempre pinta… em telas, em cerâmica, madeiras, discos, pedras… e todo o material que mereça uma pintura sua…
Em 1984 começa a trabalhar na montagem das luzes de grandes espectáculos de boa música portuguesa acontecidos em terras lusas nos anos 80. Acompanhou de perto as famosas digressões de bandas como os Xutos e Pontapés, Jorge Palma, Ritual Tejo, Paulo Gonzo, Santos e Pecadores, Madredeus etc… Sempre dedicando o devido tempo à sua pintura, que foi o que sempre realmente o realizou…
Já fez várias exposições em Portugal e em Espanha… Esteve algum tempo no centro do país, mas nos dias de hoje, é o Norte que mais usufrui dos seus trabalhos.
Zapa está assim nesta vida… Pintando como um louco…!!!
E assim, em poucas palavras está apresentado o meu grande Amigo, Vitor Zapa… Mas seriam precisas muitas mais palavras para descrever o meu amigo Vitor Zapa…
Desfrutem da sua Pintura…
Inês Núncio



Gostei da tua pintura… a diversidade é apaziguada com o colorido africano, o cru e agridoce que resulta da observação cuidada só de quem gosta. Eu chamo-lhe também “missa da pintura”.
João Serigado

Acrílico s/ tela
120x70 cm
Acrílico s/ tela
120x60 cm

terça-feira, 3 de maio de 2011

252. Aníbal Alcino


Pintor de feição expressionista, por vezes cubista, que usa da simplificação e da elipse.
Nasceu em 1926, em Vila da Feira.
Diplomou-se na ESBAP (Curso Superior de Pintura).
Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian.
Expôs na Galeria Alvarez, do Porto, na Galeria Divulgação, e na Galeria de Março, de Lisboa. (“Dicionário de Pintores e escultores” de Fernando de Pamplona).
Como membro do grupo "OS INDEPENDENTES" participou em diversas exposições de arte moderna promovidas por esse grupo.
Colaborou com o pintor Júlio Pomar na página de "Artes e Letras" do Jornal de Notícias, tendo ainda textos de crítica de arte dispersos por outros jornais e revistas.
A sua primeira exposição individual foi em 1939 no Teatro S. João, Porto.
Expôs colectivamente nos 1.º e 2.º Salões dos Novíssimos; Artes Plásticas (1.ª e 2.ª) da Fundação Gulbenkian; Prémio António Carneiro, Biblioteca-Museu de Amarante, 1963; Bienais Internacionais de Vila Nova de Cerveira; Prémios Armando de Basto (1950) e António Carneiro (1956). Nos anos noventa expôs na “Loios Galeria” do Porto.Vem referenciado em “Pintores do Minho”, de Nuno Lino Carvalho.

251. Carlos Dugos

"Alfa e Ómega"
Óleo s/ tela
100x81 cm

SUMÁRIO BIOGRÁFICO
Carlos Dugos nasceu em Lisboa, em 1942; os seus primeiros trabalhos de pintura datam de 1957.
No ano seguinte foi viver para Lourenço Marques, então capital de Moçambique. Aí frequentou a escola de Arte - Núcleo de Arte, dirigida pelo pintor João Ayres, trabalhando na companhia de Malangatana, José Júlio, Álvaro Passos e outros artistas moçambicanos.
Por essa época, expôs várias vezes, individual e colectivamente em Lourenço Marques e Joanesburgo.
Regressou definitivamente a Portugal em 1967, instalando-se em Lisboa onde montou atelier, dedicando-se em especial ao apuro técnico do óleo.
Em 1974-75 viajou pela Europa residindo sucessivamente em Zurique e Madrid, contactando com diversos artistas, galerias e museus. De volta a Portugal passou longas temporadas em Sintra e na Ericeira, desenvolvendo um profundo estudo do simbolismo e da Tradição esotérica ocidental. Surgem, por essa altura, os primeiros trabalhos numa linha “metafísica”.
Em 1977 regressa definitivamente a Lisboa. Continuam os estudos de simbólica, entendida como a linguagem espiritual por excelência. Nesse sentido, matricula-se num curso de teologia organizado pelo “Leoninum Orthodoxum Institutum” patrocinado pela Sorbonne. Paralelamente pratica um longo trabalho de oficina, que decide não expor por o considerar de índole puramente experimental; num apontamento de atelier datado de 1980 escreveu: “Em Arte, uma ideia e o sentimento que lhe está associado necessitam de uma linguagem plástica apropriada para lograr expressar-se convenientemente. A procura desse léxico está, para mim, na ordem do dia. Expor pressupõe um discurso coerente, articulado, dominado. Assumir uma responsabilidade pública obriga a dispor dos meios para a cumprir”.
Tal responsabilidade foi assumida em 1984 quando, a convite da Galeria Arcano XXI, participou numa colectiva expondo oito telas. Nesse mesmo ano dirigiu uma nova Galeria de Arte -“São Bento”, organizando o projecto cultural a ela associado.
Em 1988 foi convidado a manter, temporariamente, um atelier no Palácio da Pena. Tratou-se de uma experiência do maior significado, que enriqueceu definitivamente o impulso metafísico na obra do pintor.
A partir de 1985 sucedem-se diversas viagens pela Europa - Holanda, Espanha, Bélgica, Áustria, Itália França e Inglaterra. No mesmo período participa em várias exposições em Lisboa e vê editadas serigrafias. Realiza uma série de estudos cromáticos para edifícios em bairros sociais do Estado, em cidades e vilas portuguesas.
Está representado no Museu da Câmara Municipal do Maputo; na Caixa Geral de Depósitos; no IGAPHE - Instituto do património habitacional do Estado; Grupo Totta; várias instituições públicas; em empresas privadas e em numerosas colecções particulares, portuguesas e estrangeiras.
EXPOSIÇÕES
1959-Individual - Livraria Minerva, Lourenço Marques.
1960-Colectiva - Núcleo de Arte, Lourenço Marques.
1962-Individual -Espaço Poliarte, Lourenço Marques.
1963-Colectiva – “Artists in the Sun” - Joubert Park, Joanesburgo.
Individual - Centro Cultural Português, Joanesburgo.
Individual - Salão de Exposições dos Organismos Económicos, Lourenço Marques.
1964-Individual - Teatro Avenida, Lourenço Marques.
Colectiva-Artistas Moçambicanos - Gallery 101, Joanesburgo.
1971- Colectiva - Salão de Outono - Junta de Turismo da Costa do Sol, Estoril.
1973 - Individual - Casa do Alentejo, Lisboa.
1974 -Colectiva - Modern Art Gallery, Zurique.
1984 - Colectiva - Galeria Arcano XXI, Lisboa.
1985-Colectiva - Galeria de São Bento, Lisboa.
1988-Colectiva - Galeria Artela, Lisboa.
Individual - Galeria Ara, Lisboa.
1990-Individual - Galeria Ara, Lisboa.
1992-Individual - Galeria Ara, Lisboa.
1994-Individual - Galeria Escada 4, Cascais.
Colectiva - Arte Simbólica -Cooperativa de Gravadores Portugueses, Lisboa.
l995 -Colectiva - Museu de Évora, Évora.
1998-Colectiva - Galeria LCR - Sintra.
2000 – Individual – “Jogos Reais”- Museu da Água – Lisboa.
2001 – Colectiva – Galeria L.C.R. Sintra.
Individual -“O Eterno Feminino” - Galeria Art for All - Porto.
2002 - Individual - "O Eterno Feminino" - Pinacoteca Civica di Bondeno - Ferrara, Itália.
2004 – Individual – “Obra Vária”- Galeria LM – Sintra.
2006 – Individual – Galeria Damião de Goes – Embaixada de Portugal - Bruxellas.
2008 - Individual – “O Eterno Feminino”. Museu da Água de Coimbra
Individual – “Vieira o Verbo e a Luz” – Mosteiro dos Jerónimos. Lisboa
2009 – Individual –“Vieira – O Verbo e a Luz”. Museu Municipal de Faro.
Individual – “ Vieira – O Verbo e a Luz” – Biblioteca Municipal de Amarante.
OUTRAS ACÇÕES
1988 - Execução de um conjunto de painéis no átrio do edifício da sede do IGAPHE, em Lisboa.
1986 - 1998 - Lançamento de diversas edições serigráficas.
1988 - Estudos cromáticos para edifícios dos bairros sociais do Estado em cidades e vilas portuguesas.
1995 - Conferência sobre o sentido simbólico e tradicional em Arte – Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa.
1997-1998 -“Art for All” edita “litografias” de diversos quadros.
1999 – Hugin Editores publica o ensaio “Tradição e Simbólica do Princípio Real”.157 pags.
2000 – “Arte e Alquimia” Comunicação em “I Colóquio Internacional – Discursos e práticas Alquímicas” – Odivelas.
2001 – “Criador, Criação e Criatura“ Comunicação em “ II Colóquio Internacional A Criação” – Instituto S. Tomás de Aquino. Lisboa.
“Androginia, Hermafroditismo e a Hibridação Social dos Sexos” em III Colóquio Internacional Discursos e Práticas Alquímicas. Lisboa.
2002 - "Simbolismo da Pedra". Comunicação em "IV Colóquio Internacional Discursos e Práticas Alquímicas". Lisboa.
2009 - “Arte Educação e Formação”- conferência. Fundação Marquês de Pombal – Oeiras.
BIBLIOGRAFIA
2001 – Álbum gráfico “Carlos Dugos – Jogos Reais”. Ed. Hugin, Lisboa. 103 pags.
2002 – “AVEEVA“ – catálogo da exposição, em Itália, do ciclo “O Eterno Feminino”. Ed. Cartografica Artigiana – Ferrara. 53 pags.
Catálogo “Os Edifícios a Colecção os Artistas” Ed. Grupo Totta, Lisboa
2006 – Álbum Gráfico “ Carlos Dugos Lisboa – Os Mitos da Memória”. Ed. ACD, Lisboa. 111pags.
2008 – Álbum gráfico “O Eterno Feminino” Ed. Museu da Água de Lisboa – 73 pags.
Álbum gráfico “Carlos Dugos, Vieira – O Verbo e a Luz”. Ed. Centro de Estudos de Filosofia – Universidade Católica. 70 pags.
URL : www.artmajeur.com/carlosdugos



• Carlos Dugos was born in Lisbon in 1942. His first works date back to 1957, yet, one year later, he moved to Lorenzo Marques, then the Capital of Mozambique, where he attended an Art School - under the guidance of the painter João Ayres – and had the opportunity to work with Malangatana, José Júlio, Álvaro Passos and a few other Mozambican artists.
His first individual and group exhibitions where held in Lorenzo Marques and Johannesburg.
Back to Portugal in 1967, Carlos Dugos settled in Lisbon and committed himself to the improvement of oil painting techniques.
In 1974-75 he travelled around Europe; after a period in Zurich, in Madrid he enjoyed the contact with several artists and a good number of Art Galleries and Museums.
Again in Portugal, he spent long periods in Sintra and Ericeira, developing a deep study on symbolism and on the esoteric tradition, as reflected in his first works of “metaphysical” inspiration.
In 1977 he returned to Lisbon and carried on with his studies on symbolism as the spiritual language par excelence. To achieve his aim, he attended a course on theology organised by the “Leoninum Orthodoxum Institutum”, sponsored by Sorbonne, while, simultaneously he developed a long workshop practice, which works have never been exhibited as he considers them to be purely experimental. In one of his notes, in 1980, he wrote: “In Art, an idea - and the feeling that idea is related to - needs an appropriate plastic language in order to be able to express itself properly. The search for that language is constant in me. Exhibiting means having a coherent, articulate and mastered way of communicating. If you accept a public responsibility, you must possess the means to accomplish it.”
Such a responsibility was taken in 1984, when, invited by Arcano XXI Gallery, he took part in a group exhibition with eight canvases of his.
In that same year he became the director of a new art gallery - S. Bento – where he got in charge of a cultural development.
In 1988 he was invited to keep a temporary “studio” in Palácio da Pena. This was a major experience, as this palace, built in the 19th century by the Austrian Prince Ferdinand of Saxe Coburg Gotta, prince-consort in Portugal through his marriage to the Portuguese Queen, Maria II, is unique in its symbolic architecture. His two-year sojourn in that Wagnerian “eagle’s nest” definitely enriched the metaphysical urge in the painter’s work.
From 1985 he travelled around Europe again - Holland, Spain, Austria and Italy. In this same period he took part in several exhibitions in Lisbon and made a number of serigraphic works.
Carlos Dugos did some chromatic studies for public buildings in Portuguese towns and villages.
His work can be seen in Maputo City Hall, in Caixa Geral de Depósitos (the biggest Portuguese Bank), in the IGAPHE (Institute for the State Housing Property), in some other banks, public institutions, private companies and in numerous Portuguese and foreign private collections.
EXHIBITIONS
1959 - Individual - Livraria Minerva, Lorenzo Marques.
1960 - Group - Núcleo de Arte, Lorenzo Marques.
1962 - Individual - Espaço Poliarte, Lorenzo Marques.
1963 - Group - Artist in the Sun - Joubert Park, Johannesburg.
Individual –Centro Cultural Português, Johannesburg.
Individual - Salão de Exposições dos Organismos Económicos, Lorenzo Marques.
1964 - Individual - Teatro Avenida, Lorenzo Marques.
Group - Artistas Moçambicanos - Gallery 101, Johannesburg.
1971 - Group - Salão de Outono - Junta de Turismo da Costa do Sol, Estoril.
1973 - Individual - Casa do Alentejo, Lisbon.
1974 - Group - Modern Art Gallery, Zurich.
1985 - Group - Galeria de São Bento, Lisbon.
1984 - Group - Galeria Arcano XXI, Lisbon.
1988 - Group Galeria Artela.
Individual - Galeria Ara, Lisbon.
1990 - Individual - Galeria Ara, Lisbon..
1992 - Individual - Galeria Ara, Lisbon..
1994 - Individual - Galeria Escada 4, Cascais. Group - Arte Simbólica - Cooperativa de Gravadores Portugueses Lisbon..
1995 - Group – Évora Museum, Évora.
1998 - Group L.C.R. Gallery, Sintra.
1999 - Group – L.C.R. Gallery, Sintra
2000 – Individual – “Royal Games” – Museum of Water, Lisbon.
2001 – Group – L.C.R. Gallery Sintra.
Individual “ The Eternal Feminine” Art For All Gallery. Oporto.
2002 - Individual - "AVE EVA - The Eternal Feminine" - Pinacoteca Civica di Bondeno - Ferrara, Italy.
2004 – Individual – “Obra Vária” LM Gallery, Sintra.
2006 – Individual – Sala Damião de Goes – Portuguese Embassy - Brussells
OTHER INTERVENTIONS
1986/1998 - Edition of several serigraphic works.
1988 - Wall paintings for de foyer of IGAPHE building, in Lisbon.
1988 - Chromatic studies for city council buildings in Portuguese cities and villages.
1995 - Lecture on the “Symbolic and Traditional Meaning of Art” - Institute of Applied Psychology, Lisbon.
1997- - Editions “Art for All” – Lithographic works.
1999 – Hugin Editores – Lisbon, “Tradição e Simbólica do Princípio Real” metaphysical essay. 157 pages.
2000 – “Art and Alchemy” - International Colloquium on Alchemical Speeches and Practices. Odivelas City Hall.
2001 – “Creator, Creation and Creature” Lecture in “International Colloquium- Creation" - Instituto São Tomás de Aquino, Lisbon.
“Androgynous, Hermaphrodite and Sex Social Hybridization”. Lecture in “III International Colloquium on Alchemical Speeches and Practices”. Lisbon.
Graphic album “Carlos Dugos – Royal Games” - Hugin Editors, Lisbon.
2002 - "Symbolism of Stone". Lecture in "IV International Colloquium on Alchemical Speeches and Practices". Lisbon.
BIBLIOGRAPHY
2001 – Graphic Album “Carlos Dugos – Jogos Reais”. Ed. Hugin, Lisbon - 103 pages.
2002 –“Ave-Eva” – catalogue of “The Eternal Feminine” cycle exhibition in Italy. Ed. Cartografica Artigiana, Ferrara – 53 pages.
“Os Edifícios a Colecção os Artistas”. Ed. Grupo Totta, Lisbon.
2006 – Graphic album “Carlos Dugos. Lisboa – os Mitos da Memória”
Ed. ACD, Lisbon 111 pages.
2008 Graphic album « Carlos Dugos - The Eternel Feminin » Ed. Museu da água – Lisbon 74 pags.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

250. Francisco Reyes


Francisco Reyes.
Lugar y Fecha de Nacimiento: Alcalá de los Gazules. Cádiz. España

Bibliografía:
Francisco Reyes y su Pintura.
Diccionario Gal Art Artista y Exposiciones 96-97.
Pintores del Siglo XXI Primer tomo.
Artista Cataluña 2001.
Pintores del Siglo XXI Tercer Tomo.
Plástica Latina Salón Internacional Du Val D’Or 2002 – 2003
Diccionario Enciclopédico Internazionale d’Arte Moderna e Contemporánea

Exposiciones Individuales:
Ribes de Freser . Roses . Blanes, Barcelona , Lloret de Mar, Sant Feliu de Guixol, Terrasa , Banyoles , Cambrils , Sant Joan de las Abadesas , sant Joan de las Fonts , Torroella de Mongri , Estartit , Pineda de Mar , Pals , Ampuriabrava , Mojácar , Vera , San Jose Carbonera , Medina Sidonia , Arcos de la Frontera , Motril , Esquina Puerto Rey , Roquetas de Mar , Málaga , Carcassonne Francisa , Marbella , Paris Francia , Nerja ,
Tulouse Francia , Ferrara Italia , Bazige Francia Villaricos Collioure Francia , Cuevas de Almanzoras Banyuls-Surmer Francia , Unicaja Almeria , Garrucha , Nueva York Estado Unidos ,

Exposiciones Colectivas:
Barcelona , Olot , Tossa de Mar , Sorenze Francia , Vigo , Almería , San Lucar de Barrameda , Granada , Vitoria , Toulouse Francia , Meillant ( Francia )
Mucha de Sus Obras se encuentran en colecciones en España , Francia , Alemania , Suiza , Bélgica , Inglaterra , Italia , Estado Unidos ,

Premios: Diplôme d’Honeur 2002 , Tercer premio au Palais des Congrés Persignan
Diploma de Honor medalla Salón de Invierno Barcelona ,
5è –Salón D’Automne International de Soreze Francia ,
XXX Salón International Du Val D’Or Plastica Latina , Placa de Honor Concurso de Pintura de Palau-Salverdera , Diploma Placa de Honor I Saló Internacional de Bellas Arts St. Joan les Fonts 2002 .
Diploma Medalla Di Merito Alba 2009 (Itali.)

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